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Versões de álbuns de K-pop explicadas: standard, digipack, platform

Pela equipa da pocabase · Publicado em 8 de setembro de 2026 · 8 min de leitura

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Um álbum de K-pop sai quase sempre em várias versões. Mesmo título, mesmas faixas, mas caixas diferentes, photobooks diferentes e, acima de tudo, photocards diferentes. Para quem compra, a pergunta não é qual delas é a verdadeira: são todas. A pergunta é o que muda de uma versão para a seguinte e quanto isso custa em peso, em preço e em espaço na prateleira. Este guia percorre as famílias de versões, da caixa clássica de CD ao álbum sem disco, e explica depois como comparar duas versões na pocabase, que lista 4.621 álbuns e 11.507 versões.

Porque é que um álbum sai em várias versões

Uma versão é uma edição física de um único álbum. As editoras produzem várias por três razões. A primeira é o conteúdo: cada versão tem o seu photobook, os seus pósteres, os seus cartões, por vezes um item exclusivo. A segunda é a coleção: as photocards repartem-se pelas versões, de modo que ninguém completa um conjunto com uma única caixa. A terceira são os tops de vendas físicas, que contam os exemplares vendidos seja qual for o formato escolhido pelo comprador. Nenhuma destas razões tem a ver com a gravação em si, que é a mesma em todo o conjunto.

O número de versões varia muito. Duas ou três num lançamento discreto, muitas mais para um grupo estabelecido: na nossa base de dados, PUREFLOW pt.1, de LE SSERAFIM, tem 33. Uma versão extra não é nem uma reedição nem uma correção. Todas saem no mesmo dia, com o mesmo título e o mesmo conteúdo musical. Distinguem-se pelo nome da versão, pelo EAN e pelo número de catálogo do distribuidor, os três registados na base de dados.

Standard, digipack e jewel case

A versão standard é a mais comum: uma caixa de cartão ou de plástico, um photobook agrafado de algumas dezenas de páginas, um CD, pósteres dobrados e um conjunto de photocards. É o formato de referência, aquele a que se alude quando um anúncio diz versão A e versão B. O conteúdo é idêntico em todos os exemplares, exceto os itens tirados ao acaso, que mudam de caixa para caixa. Na base de dados, este formato está registado com o valor cd.

O digipack é uma capa de cartão, mais fina e mais leve, muitas vezes dividida numa edição por membro do grupo. Tem menos páginas impressas e por vezes um único póster, mas dá a cada membro uma capa própria, o que o torna um objeto de coleção por direito próprio. O jewel case é a caixa fina de plástico dos CD clássicos: formato curto, conteúdo reduzido, peso baixo. É geralmente a versão mais barata e a mais fácil de enviar.

  • Standard: caixa, photobook completo, CD, pósteres e photocards.
  • Digipack: capa de cartão leve, muitas vezes uma edição por membro.
  • Jewel case: caixa fina de plástico, conteúdo curto, peso mínimo.
  • Nas três, a lista de faixas é exatamente a mesma.
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O photobook e as versões pesadas

A versão photobook é um livro grosso encadernado, com o CD guardado numa bolsa no fim. É a versão mais pesada e volumosa, muitas vezes a que tem mais páginas e o maior número de photocards. É também a mais frágil em trânsito: o canto da capa amassa-se facilmente se a encomenda estiver mal embalada. É o formato a escolher quando o conteúdo impresso importa mais do que o disco.

O peso é um valor concreto, não um pormenor. Determina o custo de envio desde a Coreia e, portanto, parte da diferença de preço entre duas versões do mesmo álbum. Uma versão photobook pesa várias vezes o que pesa um jewel case. A pocabase regista o peso em gramas e as dimensões de cada versão: é a comparação mais útil antes de encomendar várias caixas de uma vez, sobretudo quando a entrega está incluída no preço apresentado.

Platform e poca: o álbum sem disco

Um álbum platform não contém disco. A caixa tem um cartão ou uma pequena caixa com um código, photocards e por vezes um livrete; o conteúdo de música e vídeo abre-se depois numa aplicação. O formato é muito leve, logo barato de enviar, e ocupa pouco espaço na prateleira. Conta para as vendas físicas da mesma forma que um CD, o que explica a rapidez com que as editoras o adotaram. Os itens impressos lá dentro são tão reais como os de qualquer outra versão.

O formato poca segue o mesmo princípio, com um cartão do tamanho de um álbum e o conteúdo acedido em linha. Na base de dados, platform e poca são dois valores distintos da enumeração de formatos: não são sinónimos, e a página da versão diz qual dos dois se aplica. A distinção importa se procuras um objeto físico completo em vez de um acesso por aplicação, e aparece na página da versão acima da lista de conteúdos, para a veres antes de tudo o resto.

A ressalva é simples. Sem leitor de CD, estas versões dão o mesmo acesso à música que um álbum clássico, mas o objeto não é o mesmo: não há disco para guardar, o conteúdo depende de um serviço em linha, e a revenda é menos simples depois de o código ter sido usado. Em contrapartida, numa encomenda enviada para a Europa, é o formato mais leve do catálogo e o que sobrevive a uma longa viagem postal com menos danos.

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Kit, vinil, cassete e os outros formatos

O kit de álbum é um cartão ou uma caixa do tamanho aproximado de uma cassete, com um código de transferência de alta qualidade e um conjunto de photocards. Surgiu antes dos formatos platform e desempenha o mesmo papel: um objeto leve contado como venda física. O vinil e a cassete seguem outra lógica: prensagem limitada, objeto de colecionador, muitas vezes uma única versão por álbum, e um peso elevado no caso do vinil.

A lista de formatos registados na base de dados é curta e fixa: cd, poca, platform, vinyl, kit, cassette, digital e other. Cada versão de álbum tem exatamente um desses valores. O filtro de formato da pocabase assenta nela, pelo que podes excluir logo as versões sem disco ou, pelo contrário, mostrar apenas o vinil de um artista. O valor other cobre os raros casos que não cabem em nenhuma categoria anterior, para que nada fique sem etiqueta.

  • cd: caixa clássica, como standard, digipack ou jewel case.
  • poca e platform: álbum sem disco, conteúdo aberto numa aplicação.
  • kit: formato compacto com código de transferência.
  • vinyl e cassette: prensagens físicas de colecionador.
  • digital e other: lançamentos só de transferência e casos especiais.

O que muda, o que não muda

Um ponto merece ser repetido: as faixas não mudam de uma versão para a seguinte. A lista de faixas é idêntica, a ordem também, o conteúdo áudio também. O que muda pertence ao objeto: formato da caixa, número de páginas do photobook, pósteres, o número de photocards e a forma como se repartem, peso, volume e preço. Escolher uma versão é escolher conteúdo impresso, não conteúdo musical. Este simples facto tira quase toda a pressão à decisão.

Para comparar duas versões, a página da pocabase dá os mesmos campos para cada uma: nome da versão, formato, EAN de treze dígitos, número de catálogo do distribuidor, lista detalhada de conteúdos, contagem de photocard por caixa, peso em gramas, dimensões e data de lançamento própria. O EAN é a referência segura quando duas versões têm nomes parecidos num revendedor que não as distingue com clareza. Coloca duas dessas páginas lado a lado e a escolha costuma fazer-se sozinha em menos de um minuto.

O conteúdo é o campo mais útil. Cada linha indica o item, a quantidade, a fórmula x-de-y quando o conteúdo é parcial, o eventual sorteio aleatório e se o item veio de um POB. É aí que se vê a diferença real entre uma versão com poucos cartões e outra que lista muitos mais. Em média, as versões registadas indicam 3,3 photocards por caixa, mas a diferença entre duas versões de um mesmo álbum pode ser bem maior do que isso.

  • EAN: o identificador seguro, melhor do que o nome da versão.
  • Formato: diz logo se a versão tem disco.
  • Peso: dá a ordem de grandeza do custo de envio.
  • Conteúdo: o único campo que diz o que está realmente na caixa.
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Perguntas frequentes

As faixas mudam de uma versão para outra?

Não. Todas as versões de um álbum partilham a mesma lista de faixas, a mesma ordem e o mesmo conteúdo áudio. O que muda pertence ao objeto: caixa, photobook, pósteres, photocards, peso e preço. Uma versão descrita como especial acrescenta itens impressos, nunca faixas. Se só a música te interessa, a versão mais leve faz o mesmo trabalho.

Qual é a diferença entre platform e poca?

São dois formatos sem disco, registados como dois valores distintos na base de dados. Em ambos os casos a caixa tem um cartão ou uma pequena caixa com um código, photocards, por vezes um livrete, e o conteúdo abre-se numa aplicação. A página da versão indica qual dos dois valores se aplica. Nenhum dos dois contém um CD que se possa tocar.

Que versão pesa menos?

Normalmente o jewel case e os formatos sem disco: platform, poca e kit. O photobook e o vinil ficam no extremo oposto. O peso em gramas aparece em cada página de versão na base de dados, juntamente com as dimensões. É o valor a verificar quando se encomendam várias versões de uma vez da Coreia.

Porque é que um digipack existe em várias edições?

Porque os digipacks são muitas vezes divididos por membro: uma capa e um conteúdo próprios para cada um, sob o mesmo título de álbum. Cada edição é registada como uma versão completa, com o seu próprio EAN e número de catálogo. Para um colecionador, isso multiplica as caixas; para ouvir a música, basta uma.

Como posso ter a certeza de que estou a comprar a versão certa?

Compara o EAN de treze dígitos do anúncio com o da página da pocabase. Os nomes das versões parecem-se de um lançamento para o outro, e um revendedor pode abreviá-los ou traduzi-los. O EAN é único. Depois confirma o formato e a lista de conteúdos para ter a certeza de que a caixa tem o que procuras.

Na pocabase