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Cultura

As gerações do K-pop, explicadas de forma simples

Pela equipe pocabase · · 4 min de leitura

2PM
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"Um grupo da geração tal": a expressão aparece em conversas entre stans, em threads e vídeos de análise, muitas vezes como se todo o fandom concordasse sobre o que ela abrange. Não é bem assim. Dividir o K-pop em gerações é um hábito de fã, útil para se orientar em uma história que já é longa, mas os limites continuam vagos e disputados. Em vez de resolver o assunto, este artigo explica o que a palavra tenta descrever e, acima de tudo, o que realmente mudou, de um período para outro, no jeito de lançar e comprar álbuns.

O que "geração" significa

No K-pop, uma geração reúne artistas que fizeram o debut mais ou menos na mesma época e cresceram no mesmo contexto: os mesmos music shows, a mesma mídia, as mesmas formas de falar com os fãs. O termo não se refere a um estilo musical nem a uma agência. Basicamente, ele diz: esses grupos surgiram no mesmo cenário.

Os fãs numeram essas gerações uma após a outra, e toda nova onda de debuts, cedo ou tarde, ganha o seu número. É um jeito prático de situar um grupo sem recitar a biografia inteira, um pouco como citar uma década para situar um filme ou um movimento musical. Os multi-stans (fãs que acompanham vários grupos ao mesmo tempo) usam muito isso para comparar.

Por que os limites são discutidos

O desacordo começa assim que é preciso traçar uma linha. Vale a data do debut ou o momento em que o grupo realmente estourou, com a sua primeira music show win? Um grupo que debutou discretamente e fez sucesso alguns anos depois pertence à onda do debut ou à onda da fama? Dependendo do critério, o mesmo artista pode passar de uma caixa para outra.

Outros fatores borram ainda mais as linhas: sub-units, artistas que voltam depois de um longo hiatus (uma pausa de vários meses ou anos), membros que debutam de novo em outro grupo depois de um disband. As fontes também não concordam sobre quantas gerações contar hoje. É melhor ler essa divisão como uma convenção de conversa do que como uma classificação oficial.

SHINee
  • SHINee — Make it hot
  • SHINee — PHASE I : Soft Violence
  • SHINee — Atmos
  • SHINee — TOUGH LOVE
SHINee

O álbum vira objeto

O que separa os períodos com mais clareza não é a música, e sim o jeito de vendê-la. As gerações mais antigas costumam ser associadas a álbuns próximos de um CD clássico: um estojo, um encarte, uma capa. Com o tempo, o álbum virou um objeto por si só, com caixas maiores, photobooks grossos e inclusions (tudo o que vem dentro: cartas, pôsteres, adesivos) para colecionar. A própria embalagem passou a fazer parte do conceito, assim como as concept photos ou o MV.

Essa mudança alterou o papel do disco. Com a audição migrando para as plataformas de streaming, o álbum físico deixou de ser tanto um formato de música e virou uma lembrança, algo para exibir e um gesto de apoio. Os fãs compram um álbum pelo que ele representa tanto quanto pelo que ele contém, e muitos guardam um exemplar sealed ao lado daquele que abrem.

Versões e pocas ganham o centro do palco

Junto com essa transformação vieram vários mecanismos que hoje definem a compra de um álbum de K-pop, e que as gerações mais recentes já encontraram prontos no debut.

Para lembrar

  • Várias versões do mesmo álbum, cada uma com seus visuais e às vezes seu próprio formato.
  • A poca sorteada ao acaso: tirar o seu bias virou, para muitos fãs, o principal motivo para abrir um álbum.
  • POB e lucky draws específicos de cada revendedor (cartas exclusivas dadas ou sorteadas), que levam os fãs a comparar lojas.
  • Edições compactas ou digitais, pensadas para cortar embalagem sem abrir mão das pocas.
Hearts2Hearts
  • Hearts2Hearts — LEMON TANG
  • Hearts2Hearts — FOCUS
  • Hearts2Hearts — The Chase
Hearts2Hearts

O papel das plataformas

O vínculo entre um grupo e os fãs também mudou de forma. As gerações mais antigas passavam sobretudo pela televisão, por sites oficiais e por fóruns. As mais recentes costumam ser associadas a plataformas dedicadas que misturam mensagens dos artistas e selcas, lives, associação a fã-clube e loja oficial. Comprar um álbum agora faz parte de um ecossistema inteiro, em que os fãs também acompanham anúncios, preorders e conteúdo exclusivo em um só lugar.

Essas plataformas também deram origem a novos formatos de álbum, em que o conteúdo chega por um app e não por um disco. Como eles entram nas paradas de vendas varia de caso a caso, assim como o peso das streaming parties organizadas pelas fanbases, o que alimenta regularmente debates sobre como comparar números entre eras muito diferentes.

Uma lente, não um ranking

Os debates sobre gerações às vezes viram guerra de fãs: qual onda tem os melhores grupos, as melhores vendas, mais all-kills (uma música no topo de todas as paradas coreanas ao mesmo tempo). Essas comparações têm limites, já que as regras do mercado, o tamanho do público internacional e os hábitos de audição mudaram de um período para outro. Um número de vendas de uma era não se lê como o de outra.

Usada de forma simples, a palavra continua valiosa: ela ajuda um fã novo a entender por que os álbuns de um grupo mais antigo não se parecem com os de um rookie recém-lançado, e por que os hábitos de coleção evoluíram. Navegar pelas discografias de artistas de períodos diferentes é a melhor forma de ver essas mudanças com os próprios olhos.

KISS OF LIFE — Midas Touch
  • KISS OF LIFE — Midas Touch — JEWEL
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  • KISS OF LIFE — Midas Touch — 1ST SINGLE ALBUM POCA
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